O sucesso

Ainda não fiquei rico

e nem sei se vou ficar

porém minha verdadeira fortuna

não ficará guardada no banco

ou investida em imóveis

Meu capital futuro

será o afeto dos meus filhos

por eu ter sido um bom pai

minha riqueza será

a consideração dos meus

mais ferozes críticos

por terem reconhecido

o meu esforço

Em ser melhor

sem precisar

de moeda

Quero me tornar

um magnata

pela minha capacidade

de suportar a traição

dos fingidos amigos

a deslealdade dos hipócritas

a falsidade dos cínicos

Deixarei de herança

uma boa recordação

boa impressão

e sinceras saudades

Espero ter notícias

mesmo que póstumas

que ao menos uma vida

foi modificada pra melhor

simplesmente porque eu existi

7 coisas que aprendi sobre escrever

Encontrei esta postagem no blog de uma amiga e resolvi postar aqui.
Achei muito interessante.
No final tem um link pro blog dela dê uma volta por lá sei que você não vai se arrepender....


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1) Escrever não ensina a escrever melhor. Assim como o ato de respirar não ensina a respirar melhor e caminhar não cria um melhor caminhante, escrever, escrever apenas não é garantia de nada. É preciso reflexão ou tesão, uma mistura das duas coisas, além de um objetivo, saber onde se quer chegar.

2) Desnecessário escrever para aprender alguma coisa. Ler e observar são melhores alternativas. Aliás, pode-se aprender com tudo em sua vida. Não só na sala de aula, mas no trabalho, nos esportes, com os amigos, parentes, na condução. Efetivamente você aprende ou apreende, sem notar. Novamente, é preciso reflexão, algo para amarrar o que está acontecendo.
E se você decidir escrever sobre o que está acontecendo, isto acaba sendo mais importante: não seja uma máquina de frases feitas e lugares comuns. Os flocos de neves são únicos, as digitais são únicas, mas são essencialmente a mesma coisa. Traga algo novo.

3) O que aprendi de mais importante com escrever foi o Teorema da Incompletude, do matemático Kurt Godel. Culpa de uma série de coincidências: um dia, com mais tempo ou mais saco, explico como. Mas o caso aqui é o seguinte: não se limite à literatura.
É natural que o seu texto exale o odor de sua vida. Quem lê muito transpira livros. Não se limite à literatura. Hoje muitos afirmam (ou sentem, simplesmente) que a literatura é irrelevante. Talvez seja mesmo, sob um certo ponto de vista. Culpa de quem faz dela instrumento para diversão. Culpa de quem faz dela plataforma para sabedoria. Se querem tornar a literatura válida ela precisa ser sábia, ser divertida, mas façam-na viver, façam para a vida.

4) Pesquise muito. No papel E na vida. E nem sempre a favor do que você pensa, gosta ou acredita.

5) Gostaria de dizer mais coisas, mas eu mal comecei a escrever “profissionalmente”. Não gosto de cristalizar métodos ou declarar verdades, ainda mais na possibilidade sempre real de nunca mais escrever a próxima linha. Acho que a postagem do Kastensmidt consegue chegar mais direto ao ponto e dizer coisas mais interessantes. Ou o famoso discurso de Neil Gaiman.

6) Tenho dúvidas que se possa ensinar algo… [Desconfie de você]

7) …Se a pessoa não quiser mesmo ouvir [Desconfie do leitor]
isto pode soar meio cafona, mas foda-se. Meu pai vivia declamando algo que se presta bem ao que estamos dizendo: “Caminante, no hay camino,se hace camino al andar”


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Gentilmente cedido (sem consentimento) por:
http://zaidamachado.wordpress.com/2013/08/16/7-coisas-que-aprendi-sobre-escrever/

O mal que entra pelos olhos

O ser humano tem o dom de achar erros nos outros. Talvez mais uma doença do que um dom, na verdade. Há quem encontre erro até em Deus, como os que acharam defeitos em Jesus quando andou nesta Terra. E foi Ele mesmo Quem nos alertou sobre os perigos desta doença:
Se os seus olhos forem maus, o seu corpo ficará cheio de escuridão. Mateus 6.23

Quer dizer, eu posso não saber que você tem maus olhos para comigo. Portanto, seus maus olhos não me afetarão. Mas a você, sim. Como?
Quando temos maus olhos para com alguém, começamos a procurar defeitos nele. A ordem que damos ao nosso cérebro é: “Essa pessoa é má. Encontre provas disso.” Daí começamos a ver tudo mau:
A pessoa chegou atrasada? É preguiçosa.
Chegou cedo? Quer se mostrar para o patrão.
É bonita? Tá se achando. É feia? Bem feito!
Tem dinheiro? É ladrão. Não tem dinheiro? É um zé ninguém.
Faz boas obras? É só para inglês ver. Não faz boas obras? É egoísta.
Destaca-se pelo que faz? Quer aparecer. Não aparece? É um zero à esquerda.
Essa busca por defeitos não tem fim. Você se torna uma pessoa amarga, odienta, rancorosa, cuja língua só tem veneno. Se você tem maus olhos para com alguém, não há como esse alguém lhe agradar. O problema está com você, não com a outra pessoa.
Seu estado é tão sério que as vítimas dos seus olhos maus nem precisam puni-lo, criticar ou se defender. Você já tem a própria punição: a escuridão que há aí dentro de você. Uma raiva que nunca acaba. Uma pessoa amarga que só consegue atrair amigos iguais a você — que odeiam as mesmas pessoas. Um sentimento de que você é o único “perfeito”, mesmo sabendo que tal coisa não existe.
Mas por que você não enxerga isso?
Ah, desculpe a pergunta, me esqueci de que você está na escuridão.

Bispo Macedo

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